sexta-feira, 31 de maio de 2019
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Eu estava nessa mesma estrada coberta de lama
E eu não sabia o que havia nela
Mas sabia que haviam corpos
Rãs pulavam por toda parte
Eu estava muito doente
Meu pai tinha a mesma doença que a minha e estava na cama
E então eu não estava mais lá
Eu estava no meu quarto
Na minha cama de casal as rãs pulavam e eu as agarrava pela mão e em vão tentava as jogar fora
Eu não tinha mais força alguma
Camila estava no meu sonho o tempo todo, perguntando se eu não queria ir ao médico com meu pai logo.
Só que eu não conseguia sair de casa por causa das rãs...
Estou com medo do significado desse sonho
Porque os deuses nunca mentem
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Daya
Ela estava com a mesma camisa de estampa laranja, o sorriso no rosto.
Eu andava e o céu era de um roxo intenso, escuro, claro. O vento soprava forte e eu tinha o cabelo pouco mais longo que agora, o vento quase me fez cair e você riu.
- Finalmente conseguimos ein
- Eu estava ansiosa demais por hoje
- Vem cá, quero te mostrar algo
E então entramos no meu bosque preferido, e caminhamos até a minha primeira árvore, não a que eu ganhei de um amigo e já levei outras pessoas, a minha árvore que era praticamente só minha. Lá eu havia deixado uma toalha com sorvete, cerveja e o violão.
Sentamos e começamos a comer o sorvete antes que ele derretesse e depois as cervejas, quase não havia conversa. Eram risos tímidos e olhares atrevidos. Você pegou o violão e começou a cantar pra mim
- Eu imaginei que você cantasse, mas não sabia que era tão perfeito assim
- Não mais perfeito que você aqui comigo
Eu tirei seu violão e sentei entre suas pernas, ela deitou nos meus ombros e o cabelo amaciava minha pele. E então os olhos dela se ergueram, procurando meus lábios com o nariz, depois rosto, era um toque sútil, pele com pele, respiração com respiração. Até que encontrou meus lábios, sorrimos, rimos na verdade, e então o beijo veio.
Já faz horas que acordei, e ainda posso sentir o beijo em mim.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
3 calmantes para Luísa

segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Nuvens
A cidade corre
Em ti, paro
As nuvens voam, rápido, mais rápido, cada vez mais rápido.
Seu cheiro, inalo.
Os carros vão, o ônibus vem, vai, vem, vai, vem o cão, late, a roda da bicicleta flexiona o chão, o arranha, gasta a borracha, bambeia, ligeira
Em seu rosto meus lábios, pousam.
Pernas apressadas trocam de assento, e outras pernas sentam, levantam, voltam a sentar
Meu sorriso em ti, exalo.
O rosa do céu brinca de esconde-esconde com a chuva
Nós, respiramos
Tudo gira
Nós, simplesmente... Dançamos.
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
12 de setembro de 2017
Antiga
Com janelas enormes
Estilo aquelas casas de roça sabe?
Estava tudo escuro, e eu estava sentada no chão da sala, mas não haviam móveis algum.
Só uma vitrola que tocava uma música do Pavarotti
Então eu comecei a tirar da minha boca uns espinhos grandes grossos e pretos, e saia mto sangue...
E eu sentia muita dor, porém não chorava
Então quando tirei todos os espinhos alguém bateu na porta, abri e recebi um pacote com um bolo lindo
Comi ele
(Mas eu sempre com o olhar perdido)
Então depois de comer o bolo, comecei a tirar novamente os espinhos
Porque o bolo tinha espinhos.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Não encaro como pesadelo...
Porque o desejo tanto...
Na primeira vez eu me deitava em um trilho de trem e esperava ele passar pela minha cabeça, morte rápida...
Da segunda... Estava um por do sol lindo, céu dourado, ventava muito... A avenida lotada, carros... Caminhões... E então eu saltava. Voava e beijava o chão, ainda sentindo meus ossos quebrados via o carro vindo, o primeiro desviava, mas o caminhão não... O senti me atravessar... E então tudo sumiu...
Hoje... Eu pegava uma arma, ainda me lembro do peso dela nas minhas mãos... E puxava através da minha boca
Puf
Tudo acabou
Agora estou aqui
Mais uma vez
Como queria que não fosse apenas sonhos
sábado, 19 de março de 2016
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
O soldado
O céu estava azul claro e rodeado de nuvens brancas, de um branco que fazia o olho arder.
Abri o portão e minha sobrinha já correu na minha direção gritando que a mei (minha cachorra) estava quase caindo do telhado e minha mãe não conseguia acalmar ela.
Quando entrei na minha casa ela não era minha casa (apesar de eu sentir como se fosse). Ela parecia mais um prédio abandonado.
Possuía 5 andares, minha mãe e a mei estavam no quinto, o qual estava inacabado, com ferros, blocos, poeira espalhados e sem teto algum. Dava pra ver os telhados das outras casas (e o interessante é que eu estava mesmo no meu bairro).
Subi as escadas correndo
Cai
Levantei
Tropecei
Quando cheguei la em cima minha mãe estava tentando acalmar a mei, que ficava correndo de um lado pro outro e latindo desesperada.
Minha mãe estava com a aparência que tinha quando eu era criança. Cabelos nos ombros e vestido florido.
Berrei "mei"
Ela me olhou nos olhos e começou a apontar pro céu. Ao mesmo tempo que era uma cachorra ela também se parecia com uma menina e minha mãe e eu podíamos entender o que ela estava querendo falar
- Esta vendo aquele pote? Eu quero ele
Olhei pro céu e vi uma nuvem em forma de pote
Se não fosse o medo dela pular pra pegar o pote e cair eu teria dado risada
- Mei não é real, é apenas uma nuvem, vem aqui pra eu te mostrar
Minha mãe ficou na beira do telhado pra caso ela tentasse pular conseguir segurar ela.
Ela veio e se aconchegou no meu colo, eu estava sentada feito índio no chão.
Apontei pra outra nuvem
- Olha aquela ali, tem forma de girafa
Bateu um vento e dissipou ela
- Vê? É só nuvem
E assim foi até ela se acalmar
De repente surgiu bem próximo de nós um soldado, e parecia apenas mais uma nuvem.
Mei começou a latir.
Minha mãe parecia hipnotizada
Ficou parada na beira da telha
Ele caminhava de um lado pro outro.
- Calma gente é apenas uma nuvem (eu disse)
Começou a ventar forte e saiu o nevoeiro
Agora eu podia ver a imagem nítida do soldado
Mei rosnava e latia ferozmente
Eu quase nao conseguia segurar ela
- Mãe sai dai
Minha mãe parecia nao ouvir
Percebi que ela estava em transe
Eu também estava agora paralisada
O soldado parou como se estivesse vendo alguém
Levou dois tiros no ombro direito e um na lateral da barriga do lado esquerdo
Ele passou a mão como se estivesse vendo sangue, mas não havia sangue (percebi que ele estava revivendo uma lembrança)
Ele foi mancando em direção a minha mãe e antes que eu pudesse fazer algo ele jogou ela do telhado.
Se virou pra mim e veio em minha direção
A mei ficava latindo
Ouvi minha sobrinha perguntando o que estava acontecendo como se não pudesse ver ele.
Ele veio e segurou meu pescoço
Olhava nos meus olhos com um odio horrível
- Você não devia estar aqui (foi o que ele me disse)
Acordei com minhas próprias mãos em volta do pescoço...
Hoje
Depois que o dia amanheceu e só fiquei com o tormento das lembranças do pesadelo que ficam repassando toda hora na minha cabeça. Eu fui ver a mei.
Abaixei pra fazer carinho e ela começou a me lamber nas mãos... E entao colocou as duas patinhas no meu ombro e me olhou nos olhos, ela então fez algo que me assustou, lambeu meu pescoço... Bem no local onde estava dolorido.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
O quarto e eu
O piso era claro, mas estava coberto de lodo.
Eu tinha dificuldade de andar por que a água escura dava quase no meu joelho.
Parei no meio da porta de fechadura também gasta, não sei porque, mas as vezes eu a via dourada e as vezes prata. O guarda-roupa e o pequeno criado-mudo estavam revirados.
Havia no chão, flutuando no lodo, gibis, livros, e até algumas revistas que tinham pessoas felizes estampadas. As roupas em sua grande parte eram pretas, com exceção de uma azul e uma vermelha (as outras não consegui ver).
O case da guitarra estava aberto, mas não consegui ver o que tinha la.
Fiquei preocupada (e nem sei porque já que não conhecia o lugar) de que o lodo chegasse até os instrumentos e os estragassem. No entanto, por algum motivo o lodo não chegava naquele canto do quarto. Que por sinal, estava muito organizado.
Levei susto quando vi uma figura sentada na cama com o olhar perdido. Até então eu não o havia notado ali. Olhou pra mim com olhar de ódio
- Sai daqui
- Desculpa, não tive a intenção de ...
- Você deve ficar da porta pra fora
Me afastei e fiquei
Encostei a porta
Encostei os ouvidos na porta.
Então ouvi uma melodia triste saindo de la, ela falava sobre lembranças as quais queria ter e de uma em especial que teriam roubado dele
Olhei e vi que o lodo estava transbordando o quarto
Abri a porta desesperada e o quarto já não estava mais lá
Eu estava em um outro lugar
Chão de taco bem encerado
Cama de casal Colcha de retalho artesanal na cama
E uma claridade enorme vindo de la
Acordei com falta de ar
Tive a sensação de ver algo saindo correndo do meu quarto
Soube que seria mais uma noite na qual não iria dormir mais...
Nota: Sonhei 4 vezes isso na mesma noite, na quinta vez eu decidi que não iria mais dormir.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Da melodia não me esqueço
Eles sempre se repetem não é?
Estou sentada debaixo da minha grande árvore, o grande terreno em volta está com grama verde rala, como se estivesse iniciando o nascimento. A ávore, grande, de tronco forte, possui alguns brotos de folhas em seus galhos ressequidos.
Há um piano vermelho lindo.
Estou sentada em um galho firme e alcanço perfeitamente a altura do piano. Toco uma melodia suave, linda, algo semelhante a que um bardo cantaria. Aos poucos a grama cresce e até flores parecem brotar da grande árvore.
Então escuto passos atrás de mim
A grama retrocede ao subsolo
A arvore resseca e começa a esfarelar
O piano começa a virar cinzas
Olho para trás e o vejo
Os olhos tão castanhos quanto o cabelo, mais alto do que me lembrava que era...
mas o perfume é o mesmo. O cheiro entra em meu ser e me faz tropeçar em lágrimas, caio ao chão.
Ele então, com uma marreta enorme, esmaga meus dedos um a um...
Depois a mão
E depois os dedos novamente...
E assim vai até eu acordar...
agoniando de dor
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
De quem era a voz?
Eu estava andando na rua de casa, era de noite, a rua estava vazia e havia uma névoa que atrapalhava um pouco a visão
Entrei em casa e quando entrei na sala minha familia estava sentada vendo tv, só que a tv estava desligada, eles estavam com os olhos perdidos, olheiras, magros, e nem pareciam ter notado minha presença. encostei na porta e fiquei olhando pra parede, então com um calafrio e um aperto no peito comecei a chorar desesperadamente, sem ao menos saber o motivo, e sem conseguir sair do lugar nem tirar os olhos da parede.
Foi nesse momento que uma voz surgiu atrás de mim, um timbre muito reconhecivél, no entanto mesmo no sonho eu não conseguia reconhecer. A voz era grave, suave e doce, ela me disse que eu não estava sozinha e me abraçou. Eu deveria ficar melhor, porque a voz era um timbre de alguem que me fazia bem, mas eu só ficava mais angustiada. Acordei com a sensação de ter algo me observando enquanto dormira...
A angústia permanece
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Psicomotricidade
Entrei, sentei, e em cada carteira havia uma lampada, alguns alunos olhavam pra prova ensanguentada, porque a luz forte fez seus olhos sangrarem.
Abri a prova e as questões estavam confusas, as letras eram minusculas, foi então que no lapis pingou uma gota vermelha... acordei sentindo uma dor de cabeça horrivel
Nao preciso falar que estou um pouco nervosa pra prova de hoje né? rsrs
quarta-feira, 21 de maio de 2014
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Talvez escrever me acalme...
Essa não foi diferente
Eu estava debaixo daquela mesma árvore de sempre (acho que não preciso descrever qual é, afinal se vasculhar meus posts antigos vai encontrar ela inúmeras vezes aqui).
Esse sonho foi em preto e branco
O céu estava claro, porém relampeava muito.
Envolta de nós (árvore e eu) havia um abismo, ele fazia um circulo nos contornando literalmente, e me impedia de sair dali, mas eu não sentia que quisesse sair daquele lugar.
Portanto, continuava sentada, escrevendo num caderno velho e manchado de sangue. Olhei minhas mãos e elas estavam secas, mais finas do que o lápis que eu segurava. Foi enquanto me distraia com elas que ouvi o som de carro, aquele ronco de motor eu conheço muito bem, muito bem mesmo.
Afinal passei anos ouvindo ele parar em casa...
Levantei os olhos, o carro estava parado lá.
O pequeno carro prata.
Vi que ele estava dentro do carro, me olhando, com um olhar cruelmente de desprezo.
Desceu do carro
Os olhos eram os mesmo da cor avelã de sempre, redondos no meio, levemente achatados na ponta, com os cílios pretos e bem contornados, mas o sorriso... aquele sorriso que me restaurava qualquer dor não estava lá. Ele olhou o abismo, olhou para mim. E então nas minhas mãos o que estava não era mais o caderno e sim uma pá. Ele me olhou com aquele jeito que ele sempre fez de "porque você fez isso? porque sempre desistiu tao fácil?" se ele tivesse falado ele falaria "eee luísa!"
Eu então percebi que quem havia construído o abismo havia sido eu...
Comecei a chorar desesperadamente, ele virou as costas e começou a caminhar para o carro.
Eu me levantei soluçando em lágrimas
Ele me mostrou que trazia com ele uma corda
Ele voltou com ela e estendeu para mim
Eu queria segurar ela, queria muito me juntar a ele, mas algo não me permitiu isso... talvez o medo a insegurança... eu já havia construído aquele lugar seguro pra mim, por que deveria abandoná-lo?
Abaixei os olhos
Ele jogou a corda no abismo
E saiu...
Acordei com as costas sangrando, devo ter me machucado durante o pesadelo... acordei chorando, e chorei durante horas, aqui... na minha cama... e sei que o dia vai ser difícil.
domingo, 18 de maio de 2014
Saudade
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Não sei o que significa
Eu estava sentada na guia da minha calçada vendo o céu escuro quando ele chegou, sentou do meu lado, e nossa conversa começou com ele quebrando o silêncio, sua voz era grave calma (eu havia me esquecido de como ela exercia uma influência de "ordem", como ela gerava uma submissão inata em mim) ...
- Desde que tudo aconteceu eu queria muito falar com você
- Eu sinto que tem algo inacabado, queria dizer adeus pessoalmente
- Eu já não sei o que sinto... foram muitos anos...
- Por que veio aqui?
- Não sei
E o silêncio voltou... foi então que eu comecei a chorar de soluçar, ele colocou as mãos no meu ombro e me deu aquele abraço e falou
- Eu não entendo mais nada do que aconteceu ou está acontecendo
- Me perdoe, mas eu tenho que ir (tirei os braços dele)
- Por que?
- Talvez você só esteja aqui porque preciso dizer algo
- O que?
- Obrigada por tudo, me perdoe por tudo, segue sua vida, seja feliz, vamos trilhar outros caminhos... talvez nosso maior erro tenha sido ter tentado lutar por algo que não era pra ser (isso prova que nos amávamos, mas se não éramos um para o outro nem todo o amor do universo seria forte para durar muito). Talvez por isso ambos tenham saído tão machucados... Sim, eu perdoei você. E não, eu não vou saber como reagir quando nos encontrarmos na rua. Só sei que quero te ver bem, quero paz.
- Eu preciso saber... Ele tem feio bem pra você?
- ...
Foi então que eu não estava mais com ele eu estava num campo enorme deitada no colo da Sarah, eu estava muito magra, muito mesmo, e careca. Com dores pelo corpo e muitas feridas. Ela fazia carinho em mim e cantava pra mim. O amor dela palpável, e de algum modo eu estava em paz.
Sarah, meu diamante negro, obrigada por até em sonhos estar sempre comigo, amo você
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Odeio
Odeio esses pesadelos que parecem tão reais ao ponto de fazer a gente acordar chorando...
Eu estava na rodoviária quando recebi uma ligação dele pedindo pra eu esperar que tinha algo muito importante pra me contar.
Quando ele chegou me puxou pra um beco e falou: eu dormi com ela, me perdoa.
Ele estava em prantos e só então notei uma arma nas mãos tremulas.
Eu não sabia o que falar nem o que fazer.
- Amor fica calmo tudo vai se resol...
Ele atirou em mim
- Me perdoa Luísa
Ele atirou em si mesmo

