"Good cats are dead cats"

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Seja bem vindo ao meu mundo onde a fantasia é a única realidade!

sábado, 19 de março de 2016


Não sei pra que sonhar com você praticamente todas as noites se a anos decidi tirar você da minha vida

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pesadelos sobre traição
ODEIO

terça-feira, 24 de novembro de 2015

O soldado

Eu havia acabado de chegar da faculdade em casa, devia ser sábado porque estava de dia.
O céu estava azul claro e rodeado de nuvens brancas, de um branco que fazia o olho arder.
Abri o portão e minha sobrinha já correu na minha direção gritando que a mei (minha cachorra) estava quase caindo do telhado e minha mãe não conseguia acalmar ela.
Quando entrei na minha casa ela não era minha casa (apesar de eu sentir como se fosse). Ela parecia mais um prédio abandonado.
Possuía 5 andares, minha mãe e a mei estavam no quinto, o qual estava inacabado, com ferros, blocos, poeira espalhados e sem teto algum. Dava pra ver os telhados das outras casas (e o interessante é que eu estava mesmo no meu bairro).
Subi as escadas correndo
Cai
Levantei
Tropecei
Quando cheguei la em cima minha mãe estava tentando acalmar a mei, que ficava  correndo de um lado pro outro e latindo desesperada.
Minha mãe estava com a aparência que tinha quando eu era criança. Cabelos nos ombros e vestido florido.
Berrei "mei"
Ela me olhou nos olhos e começou a apontar pro céu. Ao mesmo tempo que era uma cachorra ela também se parecia com uma menina e minha mãe e eu podíamos entender o que ela estava querendo falar
- Esta vendo aquele pote? Eu quero ele
Olhei pro céu e vi uma nuvem em forma de pote
Se não fosse o medo dela pular pra pegar o pote e cair eu teria dado risada
- Mei não é real, é apenas uma nuvem, vem aqui pra eu te mostrar
Minha mãe ficou na beira do telhado pra caso ela tentasse pular conseguir segurar ela.
Ela veio e se aconchegou no meu colo, eu estava sentada feito índio no chão.
Apontei pra outra nuvem
- Olha aquela ali, tem forma de girafa
Bateu um vento e dissipou ela
- Vê? É só nuvem
E assim foi até ela se acalmar
De repente surgiu bem próximo de nós um soldado, e parecia apenas mais uma nuvem.
Mei começou a latir.
Minha mãe parecia hipnotizada
Ficou parada na beira da telha
Ele caminhava de um lado pro outro.
- Calma gente é apenas uma nuvem (eu disse)
Começou a ventar forte e saiu o nevoeiro
Agora eu podia ver a imagem nítida do soldado
Mei rosnava e latia ferozmente
Eu quase nao conseguia segurar ela
- Mãe sai dai
Minha mãe parecia nao ouvir
Percebi que ela estava em transe
Eu também estava agora paralisada
O soldado parou como se estivesse vendo alguém
Levou dois tiros no ombro direito e um na lateral da barriga do lado esquerdo
Ele passou a mão como se estivesse vendo sangue, mas não havia sangue (percebi que ele estava revivendo uma lembrança)
Ele foi mancando em direção a minha mãe e antes que eu pudesse fazer algo ele  jogou ela do telhado.
Se virou pra mim e veio em minha direção
A mei ficava latindo
Ouvi minha sobrinha perguntando o que estava acontecendo como se não pudesse  ver ele.
Ele veio e segurou meu pescoço
Olhava nos meus olhos com um odio horrível
- Você não devia estar aqui (foi o que ele me disse)
Acordei com minhas próprias mãos em volta do pescoço...
Hoje
Depois que o dia amanheceu e só fiquei com o tormento das lembranças do pesadelo que ficam repassando toda hora na minha cabeça. Eu fui ver a mei.
Abaixei pra fazer carinho e ela começou a me lamber nas mãos... E entao colocou as duas patinhas no meu ombro e me olhou nos olhos, ela então fez algo que me assustou, lambeu meu pescoço... Bem no local onde estava dolorido.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O quarto e eu

O cômodo não era nem grande nem pequeno, a cama era antiga e a cor estava gasta, o quarto era claro, mas eu nem reparei de onde vinha a claridade.
O piso era claro, mas estava coberto de lodo.
Eu tinha dificuldade de andar por que a água escura dava quase no meu joelho.
Parei no meio da porta de fechadura também gasta, não sei porque, mas as vezes eu a via dourada e as vezes prata. O guarda-roupa e o pequeno criado-mudo estavam revirados.
Havia no chão, flutuando no lodo, gibis, livros, e até algumas revistas que tinham pessoas felizes estampadas. As roupas em sua grande parte eram pretas, com exceção de uma azul e uma vermelha (as outras não consegui ver).
O case da guitarra estava aberto, mas não consegui ver o que tinha la.
Fiquei preocupada (e nem sei porque já que não conhecia o lugar) de que o lodo chegasse até os instrumentos e os estragassem. No entanto, por algum motivo o lodo não chegava naquele canto do quarto. Que por sinal, estava muito organizado.
Levei susto quando vi uma figura sentada na cama com o olhar perdido. Até então eu não o havia notado ali. Olhou pra mim com olhar de ódio
- Sai daqui
- Desculpa, não tive a intenção de ...
- Você deve ficar da porta pra fora
Me afastei e fiquei
Encostei a porta
Encostei os ouvidos na porta.
Então ouvi uma melodia triste saindo de la, ela falava sobre lembranças as quais queria ter e de uma em especial que teriam roubado dele
Olhei e vi que o lodo estava transbordando o quarto
Abri a porta desesperada e o quarto já não estava mais lá
Eu estava em um outro lugar
Chão de taco bem encerado
Cama de casal Colcha de retalho artesanal na cama
E uma claridade enorme vindo de la
Acordei com falta de ar
Tive a sensação de ver algo saindo correndo do meu quarto
Soube que seria mais uma noite na qual não iria dormir mais...


 Nota: Sonhei 4 vezes isso na mesma noite, na quinta vez eu decidi que não iria mais dormir.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Da melodia não me esqueço

Há algumas semanas, se não meses, tenho tido o mesmo pesadelo...
Eles sempre se repetem não é?
Estou sentada debaixo da minha grande árvore, o grande terreno em volta está com grama verde rala, como se estivesse iniciando o nascimento. A ávore, grande, de tronco forte, possui alguns brotos de folhas em seus galhos ressequidos.
Há um piano vermelho lindo.
Estou sentada em um galho firme e alcanço perfeitamente a altura do piano. Toco uma melodia suave, linda, algo semelhante a que um bardo cantaria. Aos poucos a grama cresce e até flores parecem brotar da grande árvore.
Então escuto passos atrás de mim
A grama retrocede ao subsolo
A arvore resseca e começa a esfarelar
O piano começa a virar cinzas
Olho para trás e o vejo
Os olhos tão castanhos quanto o cabelo, mais alto do que me lembrava que era...
mas o perfume é o mesmo. O cheiro entra em meu ser e me faz tropeçar em lágrimas, caio ao chão.
Ele então, com uma marreta enorme, esmaga meus dedos um a um...
Depois a mão
E depois os dedos novamente...
E assim vai até eu acordar...
agoniando de dor

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

De quem era a voz?

Mesmo cochilando durante o dia o pesadelo me fez sua visita
Eu estava andando na rua de casa, era de noite, a rua estava vazia e havia uma névoa que atrapalhava um pouco a visão
Entrei em casa e quando entrei na sala minha familia estava sentada vendo tv, só que a tv estava desligada, eles estavam com os olhos perdidos, olheiras, magros, e nem pareciam ter notado minha presença. encostei na porta e fiquei olhando pra parede, então com um calafrio e um aperto no peito comecei a chorar desesperadamente, sem ao menos saber o motivo, e sem conseguir sair do lugar nem tirar os olhos da parede.
Foi nesse momento que uma voz surgiu atrás de mim, um timbre muito reconhecivél, no entanto mesmo no sonho eu não conseguia reconhecer. A voz era grave, suave e doce, ela me disse que eu não estava sozinha e me abraçou. Eu deveria ficar melhor, porque a voz era um timbre de alguem que me fazia bem, mas eu só ficava mais angustiada. Acordei com a sensação de ter algo me observando enquanto dormira...
A angústia permanece

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Psicomotricidade

A sala de aula estava escura
Entrei, sentei, e em cada carteira havia uma lampada, alguns alunos olhavam pra prova ensanguentada, porque a luz forte fez seus olhos sangrarem.
Abri a prova e as questões estavam confusas, as letras eram minusculas, foi então que no lapis pingou uma gota vermelha... acordei sentindo uma dor de cabeça horrivel
Nao preciso falar que estou um pouco nervosa pra prova de hoje né? rsrs