"Good cats are dead cats"

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Seja bem vindo ao meu mundo onde a fantasia é a única realidade!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Talvez escrever me acalme...

Não consigo me lembrar quando foi a última vez que tive uma noite de sono calma e tranquila...
Essa não foi diferente
Eu estava debaixo daquela mesma árvore de sempre (acho que não preciso descrever qual é, afinal se vasculhar meus posts antigos vai encontrar ela inúmeras vezes aqui).
Esse sonho foi em preto e branco
O céu estava claro, porém relampeava muito.
Envolta de nós (árvore e eu) havia um abismo, ele fazia um circulo nos contornando literalmente, e me impedia de sair dali, mas eu não sentia que quisesse sair daquele lugar.
Portanto, continuava sentada, escrevendo num caderno velho e manchado de sangue. Olhei minhas mãos e elas estavam secas, mais finas do que o lápis que eu segurava. Foi enquanto me distraia com elas que ouvi o som de carro, aquele ronco de motor eu conheço muito bem, muito bem mesmo.
Afinal passei anos ouvindo ele parar em casa...
Levantei os olhos, o carro estava parado lá.
O pequeno carro prata.
Vi que ele estava dentro do carro, me olhando, com um olhar cruelmente de desprezo.
Desceu do carro
Os olhos eram os mesmo da cor avelã de sempre, redondos no meio, levemente achatados na ponta, com os cílios pretos e bem contornados, mas o sorriso... aquele sorriso que me restaurava qualquer dor não estava lá. Ele olhou o abismo, olhou para mim. E então nas minhas mãos o que estava não era mais o caderno e sim uma pá. Ele me olhou com aquele jeito que ele sempre fez de "porque você fez isso? porque sempre desistiu tao fácil?" se ele tivesse falado ele falaria "eee luísa!"
Eu então percebi que quem havia construído o abismo havia sido eu...
Comecei a chorar desesperadamente, ele virou as costas e começou a caminhar para o carro.
Eu me levantei soluçando em lágrimas
Ele me mostrou que trazia com ele uma corda
Ele voltou com ela e estendeu para mim
Eu queria segurar ela, queria muito me juntar a ele, mas algo não me permitiu isso... talvez o medo a insegurança... eu já havia construído aquele lugar seguro pra mim, por que deveria abandoná-lo?
Abaixei os olhos
Ele jogou a corda no abismo
E saiu...




Acordei com as costas sangrando, devo ter me machucado durante o pesadelo... acordei chorando, e chorei durante horas, aqui... na minha cama... e sei que o dia vai ser difícil.

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