Eu estava no meu quarto
Agora eu estava perto da árvore
Não, eu estava na casa da Carol
Melhor, eu estava na antiga escola
Eu estava dirigindo um carro
Não, era uma bicicleta
Eu não era eu
Eu era eu mesma
Eu era eu não sendo eu
Eu era eu sendo eu
Eu tinha cabelos longos
Eu não tinha cabelos
Eu tinha cabelos iguais aos como estão agora
Estava escuro
Estava claro
Estava frio
Estava quente
Estava chovendo
Eu não tinha guarda-chuva
Mas a arvore estava lá
Não, a terra sugou ela
Estavam atrás de mim
Não, não, eu estava atrás de algo...
Dói o corpo
Acordei com os olhos banhados em lágrimas
(e assim permaneceriam...)
sábado, 11 de setembro de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Mareritt*
Eu estava no mesmo campo de sempre, perto da mesma árvore.
Só que o havia uma tempestade enorme no céu.
Meus pés, minhas mãos e minha boca estavam amarrados com uma fita vermelha, eu estava presa em uma cadeira de madeira antiga.
No chão haviam ninhos e ninhos de cobras, e algumas já estavam subindo em mim.
Não me venha com papo de traição, porque eu não acredito nisso...
*Mareritt - pesadelo em norueguês
Só que o havia uma tempestade enorme no céu.
Meus pés, minhas mãos e minha boca estavam amarrados com uma fita vermelha, eu estava presa em uma cadeira de madeira antiga.
No chão haviam ninhos e ninhos de cobras, e algumas já estavam subindo em mim.
Não me venha com papo de traição, porque eu não acredito nisso...
*Mareritt - pesadelo em norueguês
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
É né...
Era um campo enorme, com grama verde, eu estava sentada debaixo de uma árvore lindamente verde! Troncos fortes, frutos doces.
Eu estava deitada olhando o céu azul, que tinha algumas raras nuvens, mas nuvens tão pequeninas que não imitavam nem uma formiguinha.
Deitei-me na grama com o pés apoiados na árvore, e a brisa me fez adormecer.
Acordei com uma gota no meu nariz, pensei eu, ser aquilo chuva. Ainda com os olhos fechados abri a boca.
Tinha gosto de vida, tinha gosto de morte. assustei-me, pois de agua não tinha gosto.
Abri os olhos rapidamente, e me sentei mais rápido ainda, foi quando vi que do céu caia sangue.
Coloquei-me de pé, e olhei para a árvore, senti o medo que de seus galhos surgia.
Aos poucos seus frutos apodreceram, suas folhas secaram, e a terra sugou ela, como uma draga faminta.
Não tinha pra onde eu fugir.
Então eu acordei...
(você sabe o que é ter o mesmo sonho quase todas as noites a duas semanas?Eu sei)
Eu estava deitada olhando o céu azul, que tinha algumas raras nuvens, mas nuvens tão pequeninas que não imitavam nem uma formiguinha.
Deitei-me na grama com o pés apoiados na árvore, e a brisa me fez adormecer.
Acordei com uma gota no meu nariz, pensei eu, ser aquilo chuva. Ainda com os olhos fechados abri a boca.
Tinha gosto de vida, tinha gosto de morte. assustei-me, pois de agua não tinha gosto.
Abri os olhos rapidamente, e me sentei mais rápido ainda, foi quando vi que do céu caia sangue.
Coloquei-me de pé, e olhei para a árvore, senti o medo que de seus galhos surgia.
Aos poucos seus frutos apodreceram, suas folhas secaram, e a terra sugou ela, como uma draga faminta.
Não tinha pra onde eu fugir.
Então eu acordei...
(você sabe o que é ter o mesmo sonho quase todas as noites a duas semanas?Eu sei)
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O jardim, e que jardim...
Acredito que a fada do sonho estava inspirada hoje...
e como estava!!!
Eu estava em companhia de um anjo, é anjo mesmo, talvez você até conheça esse anjo!(se encontrar com ele pergunta se ele está bem, e fala que eu mandei um abraço, tá bom? Como você vai saber quem é ele? É simples, ele tem um coração nobre, e nos olhos o brilho do mais raro por do sol, os cabelos são cintilados de ternura e os lábios banhados de amor, os olhos, são também, cor paixão, mas por hora, são cor de pureza)
Estávamos em um jardim, um jardim japonês, repleto de flores, e tinha até aquelas pontes. Como é o nome mesmo? a eu acho que não sei... aquelas fofas, que são tortas.
Nos sentamos na grama verdinha, e varias crianças brincavam com borboletas e beija-flores. Eu sabia que era um lugar mágico, só não me lembrava como eu tinha conseguido estar lá, mas eu não queria ficar, ESTAVA COM MEDO,por mais lindo que fosse, eu não queria, porque parecia que não era o meu jardim. O meu jardim é simples, com margaridas, aquele era de outro.
Foi então que o anjogente me disse que havia uma fada, a fada da luz, que realizava qualquer desejo, mas pra isso você teria que encontrar o mastro da verdade, e desejar ir embora. Pois só o desejo verdadeiro iria me levar para o caminho certo.
Eu então procurei o mastro, por terras totalmente distantes, eu nunca pensei que um jardim poderia ser tão grande, e ao mesmo tempo tão pequeno, pois, aquele jardim não era meu, ele pertencia a outro coração.
Eu encontrei o mastro perto de um lago com águas cristalinas, ele era roxo com fitas douradas, acredito que ouro, bordadas nele.
Toquei no mastro, e disse as palavras:
"Apareça fada de luz
Ilumine meu coração
Que na verdade me conduz"
E foi então que nada aconteceu, e eu olhei para o anjo, e ele sorriu dizendo:
- Eu desejei que você ficasse para sempre, você é a pessoa perfeita pra cuidar desse jardim.
E parte de mim queria, mas parte não queria, era muita responsabilidade!
Cuidar de algo tão lindo e bom? Será que eu era capaz?
E a medida que queria ir, eu queria ficar.
E o sonho que era belo se tornou num ciclo vicioso. E eu precisava ficar, eu queria ficar, mas era egoísmo da minha parte deixar meu jardim sozinho, quem cuidaria das flores?
Foi então que acordei, com o coração doendo.
e como estava!!!
Eu estava em companhia de um anjo, é anjo mesmo, talvez você até conheça esse anjo!(se encontrar com ele pergunta se ele está bem, e fala que eu mandei um abraço, tá bom? Como você vai saber quem é ele? É simples, ele tem um coração nobre, e nos olhos o brilho do mais raro por do sol, os cabelos são cintilados de ternura e os lábios banhados de amor, os olhos, são também, cor paixão, mas por hora, são cor de pureza)
Estávamos em um jardim, um jardim japonês, repleto de flores, e tinha até aquelas pontes. Como é o nome mesmo? a eu acho que não sei... aquelas fofas, que são tortas.
Nos sentamos na grama verdinha, e varias crianças brincavam com borboletas e beija-flores. Eu sabia que era um lugar mágico, só não me lembrava como eu tinha conseguido estar lá, mas eu não queria ficar, ESTAVA COM MEDO,por mais lindo que fosse, eu não queria, porque parecia que não era o meu jardim. O meu jardim é simples, com margaridas, aquele era de outro.
Foi então que o anjogente me disse que havia uma fada, a fada da luz, que realizava qualquer desejo, mas pra isso você teria que encontrar o mastro da verdade, e desejar ir embora. Pois só o desejo verdadeiro iria me levar para o caminho certo.
Eu então procurei o mastro, por terras totalmente distantes, eu nunca pensei que um jardim poderia ser tão grande, e ao mesmo tempo tão pequeno, pois, aquele jardim não era meu, ele pertencia a outro coração.
Eu encontrei o mastro perto de um lago com águas cristalinas, ele era roxo com fitas douradas, acredito que ouro, bordadas nele.
Toquei no mastro, e disse as palavras:
"Apareça fada de luz
Ilumine meu coração
Que na verdade me conduz"
E foi então que nada aconteceu, e eu olhei para o anjo, e ele sorriu dizendo:
- Eu desejei que você ficasse para sempre, você é a pessoa perfeita pra cuidar desse jardim.
E parte de mim queria, mas parte não queria, era muita responsabilidade!
Cuidar de algo tão lindo e bom? Será que eu era capaz?
E a medida que queria ir, eu queria ficar.
E o sonho que era belo se tornou num ciclo vicioso. E eu precisava ficar, eu queria ficar, mas era egoísmo da minha parte deixar meu jardim sozinho, quem cuidaria das flores?
Foi então que acordei, com o coração doendo.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Onírico Azul
Estávamos sentados, a menina dourada, aquele que a voz ainda desconheço, e eu.
Era uma terça feira chuvosa, o chão de taco estava frio, e a janela (aquela grande e acalentadora), trazia à nossa pele um arrepio de frio, de "estar vivo".
Eu possuía em minha mão uma folha, rabiscada atrás, e um lápis muito pequeno. Não havia moveis na casa, apenas, nós, o lápis, o papel, e as almas.
Mentes sedentas por versos
Versos sedentos pela materialização
A palavras dançavam, nas discussões que ornamentavam aquele lugar.
E ao pouco o raro tornou-se real, e as imagens brotavam nas paredes, como se os contos e fábulas criadas por eles tomassem vida...
Mas o despertador me acordou...
Ou será que agora durmo, e antes estava acordada?
Era uma terça feira chuvosa, o chão de taco estava frio, e a janela (aquela grande e acalentadora), trazia à nossa pele um arrepio de frio, de "estar vivo".
Eu possuía em minha mão uma folha, rabiscada atrás, e um lápis muito pequeno. Não havia moveis na casa, apenas, nós, o lápis, o papel, e as almas.
Mentes sedentas por versos
Versos sedentos pela materialização
A palavras dançavam, nas discussões que ornamentavam aquele lugar.
E ao pouco o raro tornou-se real, e as imagens brotavam nas paredes, como se os contos e fábulas criadas por eles tomassem vida...
Mas o despertador me acordou...
Ou será que agora durmo, e antes estava acordada?
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Aflição
Desde criança eu visitava aquele mesmo lugar...
Era uma casa enorme com um quintal enorme, na antiguidade deve ter sido habitada por imperadores e escravos, agora era apenas um lugar alugado para acampamentos e exposições de quadros.
A piscina estava onde sempre esteve, no portão de entrada, ela era tão funda que o inferno fervilhava ao seu fim.
Eu estava debaixo de uma enorme árvore que ficava nos fundos da casa, me excluía das outras crianças, pois elas não podiam me tocar, eu era alérgica ao toque.
Um menino ruivo baixo e gordo me cutucou nas costas com aquele dedo roliço, no mesmo instante senti meu corpo estremecer, e dos meus lábios brotaram sangue, eu ouvia as vozes berrando de pavor em minha volta e eu sabia que eu iria morrer...
Me levantei, e de meus olhos também saiam sangue.
Corri tentando fugir das pessoas que me achavam uma aberração...
Mas na verdade o que eu queria era fugir de mim mesma...
Acordei, e o medo ainda era real.
Era uma casa enorme com um quintal enorme, na antiguidade deve ter sido habitada por imperadores e escravos, agora era apenas um lugar alugado para acampamentos e exposições de quadros.
A piscina estava onde sempre esteve, no portão de entrada, ela era tão funda que o inferno fervilhava ao seu fim.
Eu estava debaixo de uma enorme árvore que ficava nos fundos da casa, me excluía das outras crianças, pois elas não podiam me tocar, eu era alérgica ao toque.
Um menino ruivo baixo e gordo me cutucou nas costas com aquele dedo roliço, no mesmo instante senti meu corpo estremecer, e dos meus lábios brotaram sangue, eu ouvia as vozes berrando de pavor em minha volta e eu sabia que eu iria morrer...
Me levantei, e de meus olhos também saiam sangue.
Corri tentando fugir das pessoas que me achavam uma aberração...
Mas na verdade o que eu queria era fugir de mim mesma...
Acordei, e o medo ainda era real.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Não chame isso de solidão, por que doi...
Ela estava sentada numa sala grande não havia cor, não havia cor...
Não havia porta, não havia móveis...
Não havia porta...
Ela estava sentada no quanto da sala, abraçando os joelhos.
Havia uma janela enorme bem a sua frente, com um único vidro, tão transparente que não era possível vê-lo.
O Sol brilhava, e caia uma doce garoa sobre a terra, o campo era grande, verde, e as margaridas brancas dançavam com a brisa.
Ela tocou os cabelos e fechou os olhos, pensou que talvez seria bom sentir o vento bragunçar seu cabelo, ou uma gota de chuva molhar a ponta de seu nariz...
Não...
Não havia nada que ela pudesse fazer, aquele podia ser o seu paraíso mas ainda não estava preparada para ele...
E quem está?
Não havia porta, não havia móveis...
Não havia porta...
Ela estava sentada no quanto da sala, abraçando os joelhos.
Havia uma janela enorme bem a sua frente, com um único vidro, tão transparente que não era possível vê-lo.
O Sol brilhava, e caia uma doce garoa sobre a terra, o campo era grande, verde, e as margaridas brancas dançavam com a brisa.
Ela tocou os cabelos e fechou os olhos, pensou que talvez seria bom sentir o vento bragunçar seu cabelo, ou uma gota de chuva molhar a ponta de seu nariz...
Não...
Não havia nada que ela pudesse fazer, aquele podia ser o seu paraíso mas ainda não estava preparada para ele...
E quem está?
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