A cidade corre
Em ti, paro
As nuvens voam, rápido, mais rápido, cada vez mais rápido.
Seu cheiro, inalo.
Os carros vão, o ônibus vem, vai, vem, vai, vem o cão, late, a roda da bicicleta flexiona o chão, o arranha, gasta a borracha, bambeia, ligeira
Em seu rosto meus lábios, pousam.
Pernas apressadas trocam de assento, e outras pernas sentam, levantam, voltam a sentar
Meu sorriso em ti, exalo.
O rosa do céu brinca de esconde-esconde com a chuva
Nós, respiramos
Tudo gira
Nós, simplesmente... Dançamos.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Nuvens
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
12 de setembro de 2017
Eu estava numa casa que sonho com ela desde criança
Antiga
Com janelas enormes
Estilo aquelas casas de roça sabe?
Estava tudo escuro, e eu estava sentada no chão da sala, mas não haviam móveis algum.
Só uma vitrola que tocava uma música do Pavarotti
Então eu comecei a tirar da minha boca uns espinhos grandes grossos e pretos, e saia mto sangue...
E eu sentia muita dor, porém não chorava
Então quando tirei todos os espinhos alguém bateu na porta, abri e recebi um pacote com um bolo lindo
Comi ele
(Mas eu sempre com o olhar perdido)
Então depois de comer o bolo, comecei a tirar novamente os espinhos
Porque o bolo tinha espinhos.
Antiga
Com janelas enormes
Estilo aquelas casas de roça sabe?
Estava tudo escuro, e eu estava sentada no chão da sala, mas não haviam móveis algum.
Só uma vitrola que tocava uma música do Pavarotti
Então eu comecei a tirar da minha boca uns espinhos grandes grossos e pretos, e saia mto sangue...
E eu sentia muita dor, porém não chorava
Então quando tirei todos os espinhos alguém bateu na porta, abri e recebi um pacote com um bolo lindo
Comi ele
(Mas eu sempre com o olhar perdido)
Então depois de comer o bolo, comecei a tirar novamente os espinhos
Porque o bolo tinha espinhos.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Tenho sonhado repetidas vezes que eu cometo suicídio
Não encaro como pesadelo...
Porque o desejo tanto...
Na primeira vez eu me deitava em um trilho de trem e esperava ele passar pela minha cabeça, morte rápida...
Da segunda... Estava um por do sol lindo, céu dourado, ventava muito... A avenida lotada, carros... Caminhões... E então eu saltava. Voava e beijava o chão, ainda sentindo meus ossos quebrados via o carro vindo, o primeiro desviava, mas o caminhão não... O senti me atravessar... E então tudo sumiu...
Hoje... Eu pegava uma arma, ainda me lembro do peso dela nas minhas mãos... E puxava através da minha boca
Puf
Tudo acabou
Agora estou aqui
Mais uma vez
Como queria que não fosse apenas sonhos
Não encaro como pesadelo...
Porque o desejo tanto...
Na primeira vez eu me deitava em um trilho de trem e esperava ele passar pela minha cabeça, morte rápida...
Da segunda... Estava um por do sol lindo, céu dourado, ventava muito... A avenida lotada, carros... Caminhões... E então eu saltava. Voava e beijava o chão, ainda sentindo meus ossos quebrados via o carro vindo, o primeiro desviava, mas o caminhão não... O senti me atravessar... E então tudo sumiu...
Hoje... Eu pegava uma arma, ainda me lembro do peso dela nas minhas mãos... E puxava através da minha boca
Puf
Tudo acabou
Agora estou aqui
Mais uma vez
Como queria que não fosse apenas sonhos
sábado, 19 de março de 2016
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
O soldado
Eu havia acabado de chegar da faculdade em casa, devia ser sábado porque estava de dia.
O céu estava azul claro e rodeado de nuvens brancas, de um branco que fazia o olho arder.
Abri o portão e minha sobrinha já correu na minha direção gritando que a mei (minha cachorra) estava quase caindo do telhado e minha mãe não conseguia acalmar ela.
Quando entrei na minha casa ela não era minha casa (apesar de eu sentir como se fosse). Ela parecia mais um prédio abandonado.
Possuía 5 andares, minha mãe e a mei estavam no quinto, o qual estava inacabado, com ferros, blocos, poeira espalhados e sem teto algum. Dava pra ver os telhados das outras casas (e o interessante é que eu estava mesmo no meu bairro).
Subi as escadas correndo
Cai
Levantei
Tropecei
Quando cheguei la em cima minha mãe estava tentando acalmar a mei, que ficava correndo de um lado pro outro e latindo desesperada.
Minha mãe estava com a aparência que tinha quando eu era criança. Cabelos nos ombros e vestido florido.
Berrei "mei"
Ela me olhou nos olhos e começou a apontar pro céu. Ao mesmo tempo que era uma cachorra ela também se parecia com uma menina e minha mãe e eu podíamos entender o que ela estava querendo falar
- Esta vendo aquele pote? Eu quero ele
Olhei pro céu e vi uma nuvem em forma de pote
Se não fosse o medo dela pular pra pegar o pote e cair eu teria dado risada
- Mei não é real, é apenas uma nuvem, vem aqui pra eu te mostrar
Minha mãe ficou na beira do telhado pra caso ela tentasse pular conseguir segurar ela.
Ela veio e se aconchegou no meu colo, eu estava sentada feito índio no chão.
Apontei pra outra nuvem
- Olha aquela ali, tem forma de girafa
Bateu um vento e dissipou ela
- Vê? É só nuvem
E assim foi até ela se acalmar
De repente surgiu bem próximo de nós um soldado, e parecia apenas mais uma nuvem.
Mei começou a latir.
Minha mãe parecia hipnotizada
Ficou parada na beira da telha
Ele caminhava de um lado pro outro.
- Calma gente é apenas uma nuvem (eu disse)
Começou a ventar forte e saiu o nevoeiro
Agora eu podia ver a imagem nítida do soldado
Mei rosnava e latia ferozmente
Eu quase nao conseguia segurar ela
- Mãe sai dai
Minha mãe parecia nao ouvir
Percebi que ela estava em transe
Eu também estava agora paralisada
O soldado parou como se estivesse vendo alguém
Levou dois tiros no ombro direito e um na lateral da barriga do lado esquerdo
Ele passou a mão como se estivesse vendo sangue, mas não havia sangue (percebi que ele estava revivendo uma lembrança)
Ele foi mancando em direção a minha mãe e antes que eu pudesse fazer algo ele jogou ela do telhado.
Se virou pra mim e veio em minha direção
A mei ficava latindo
Ouvi minha sobrinha perguntando o que estava acontecendo como se não pudesse ver ele.
Ele veio e segurou meu pescoço
Olhava nos meus olhos com um odio horrível
- Você não devia estar aqui (foi o que ele me disse)
Acordei com minhas próprias mãos em volta do pescoço...
Hoje
Depois que o dia amanheceu e só fiquei com o tormento das lembranças do pesadelo que ficam repassando toda hora na minha cabeça. Eu fui ver a mei.
Abaixei pra fazer carinho e ela começou a me lamber nas mãos... E entao colocou as duas patinhas no meu ombro e me olhou nos olhos, ela então fez algo que me assustou, lambeu meu pescoço... Bem no local onde estava dolorido.
O céu estava azul claro e rodeado de nuvens brancas, de um branco que fazia o olho arder.
Abri o portão e minha sobrinha já correu na minha direção gritando que a mei (minha cachorra) estava quase caindo do telhado e minha mãe não conseguia acalmar ela.
Quando entrei na minha casa ela não era minha casa (apesar de eu sentir como se fosse). Ela parecia mais um prédio abandonado.
Possuía 5 andares, minha mãe e a mei estavam no quinto, o qual estava inacabado, com ferros, blocos, poeira espalhados e sem teto algum. Dava pra ver os telhados das outras casas (e o interessante é que eu estava mesmo no meu bairro).
Subi as escadas correndo
Cai
Levantei
Tropecei
Quando cheguei la em cima minha mãe estava tentando acalmar a mei, que ficava correndo de um lado pro outro e latindo desesperada.
Minha mãe estava com a aparência que tinha quando eu era criança. Cabelos nos ombros e vestido florido.
Berrei "mei"
Ela me olhou nos olhos e começou a apontar pro céu. Ao mesmo tempo que era uma cachorra ela também se parecia com uma menina e minha mãe e eu podíamos entender o que ela estava querendo falar
- Esta vendo aquele pote? Eu quero ele
Olhei pro céu e vi uma nuvem em forma de pote
Se não fosse o medo dela pular pra pegar o pote e cair eu teria dado risada
- Mei não é real, é apenas uma nuvem, vem aqui pra eu te mostrar
Minha mãe ficou na beira do telhado pra caso ela tentasse pular conseguir segurar ela.
Ela veio e se aconchegou no meu colo, eu estava sentada feito índio no chão.
Apontei pra outra nuvem
- Olha aquela ali, tem forma de girafa
Bateu um vento e dissipou ela
- Vê? É só nuvem
E assim foi até ela se acalmar
De repente surgiu bem próximo de nós um soldado, e parecia apenas mais uma nuvem.
Mei começou a latir.
Minha mãe parecia hipnotizada
Ficou parada na beira da telha
Ele caminhava de um lado pro outro.
- Calma gente é apenas uma nuvem (eu disse)
Começou a ventar forte e saiu o nevoeiro
Agora eu podia ver a imagem nítida do soldado
Mei rosnava e latia ferozmente
Eu quase nao conseguia segurar ela
- Mãe sai dai
Minha mãe parecia nao ouvir
Percebi que ela estava em transe
Eu também estava agora paralisada
O soldado parou como se estivesse vendo alguém
Levou dois tiros no ombro direito e um na lateral da barriga do lado esquerdo
Ele passou a mão como se estivesse vendo sangue, mas não havia sangue (percebi que ele estava revivendo uma lembrança)
Ele foi mancando em direção a minha mãe e antes que eu pudesse fazer algo ele jogou ela do telhado.
Se virou pra mim e veio em minha direção
A mei ficava latindo
Ouvi minha sobrinha perguntando o que estava acontecendo como se não pudesse ver ele.
Ele veio e segurou meu pescoço
Olhava nos meus olhos com um odio horrível
- Você não devia estar aqui (foi o que ele me disse)
Acordei com minhas próprias mãos em volta do pescoço...
Hoje
Depois que o dia amanheceu e só fiquei com o tormento das lembranças do pesadelo que ficam repassando toda hora na minha cabeça. Eu fui ver a mei.
Abaixei pra fazer carinho e ela começou a me lamber nas mãos... E entao colocou as duas patinhas no meu ombro e me olhou nos olhos, ela então fez algo que me assustou, lambeu meu pescoço... Bem no local onde estava dolorido.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
O quarto e eu
O cômodo não era nem grande nem pequeno, a cama era antiga e a cor estava gasta, o quarto era claro, mas eu nem reparei de onde vinha a claridade.
O piso era claro, mas estava coberto de lodo.
Eu tinha dificuldade de andar por que a água escura dava quase no meu joelho.
Parei no meio da porta de fechadura também gasta, não sei porque, mas as vezes eu a via dourada e as vezes prata. O guarda-roupa e o pequeno criado-mudo estavam revirados.
Havia no chão, flutuando no lodo, gibis, livros, e até algumas revistas que tinham pessoas felizes estampadas. As roupas em sua grande parte eram pretas, com exceção de uma azul e uma vermelha (as outras não consegui ver).
O case da guitarra estava aberto, mas não consegui ver o que tinha la.
Fiquei preocupada (e nem sei porque já que não conhecia o lugar) de que o lodo chegasse até os instrumentos e os estragassem. No entanto, por algum motivo o lodo não chegava naquele canto do quarto. Que por sinal, estava muito organizado.
Levei susto quando vi uma figura sentada na cama com o olhar perdido. Até então eu não o havia notado ali. Olhou pra mim com olhar de ódio
- Sai daqui
- Desculpa, não tive a intenção de ...
- Você deve ficar da porta pra fora
Me afastei e fiquei
Encostei a porta
Encostei os ouvidos na porta.
Então ouvi uma melodia triste saindo de la, ela falava sobre lembranças as quais queria ter e de uma em especial que teriam roubado dele
Olhei e vi que o lodo estava transbordando o quarto
Abri a porta desesperada e o quarto já não estava mais lá
Eu estava em um outro lugar
Chão de taco bem encerado
Cama de casal Colcha de retalho artesanal na cama
E uma claridade enorme vindo de la
Acordei com falta de ar
Tive a sensação de ver algo saindo correndo do meu quarto
Soube que seria mais uma noite na qual não iria dormir mais...
Nota: Sonhei 4 vezes isso na mesma noite, na quinta vez eu decidi que não iria mais dormir.
O piso era claro, mas estava coberto de lodo.
Eu tinha dificuldade de andar por que a água escura dava quase no meu joelho.
Parei no meio da porta de fechadura também gasta, não sei porque, mas as vezes eu a via dourada e as vezes prata. O guarda-roupa e o pequeno criado-mudo estavam revirados.
Havia no chão, flutuando no lodo, gibis, livros, e até algumas revistas que tinham pessoas felizes estampadas. As roupas em sua grande parte eram pretas, com exceção de uma azul e uma vermelha (as outras não consegui ver).
O case da guitarra estava aberto, mas não consegui ver o que tinha la.
Fiquei preocupada (e nem sei porque já que não conhecia o lugar) de que o lodo chegasse até os instrumentos e os estragassem. No entanto, por algum motivo o lodo não chegava naquele canto do quarto. Que por sinal, estava muito organizado.
Levei susto quando vi uma figura sentada na cama com o olhar perdido. Até então eu não o havia notado ali. Olhou pra mim com olhar de ódio
- Sai daqui
- Desculpa, não tive a intenção de ...
- Você deve ficar da porta pra fora
Me afastei e fiquei
Encostei a porta
Encostei os ouvidos na porta.
Então ouvi uma melodia triste saindo de la, ela falava sobre lembranças as quais queria ter e de uma em especial que teriam roubado dele
Olhei e vi que o lodo estava transbordando o quarto
Abri a porta desesperada e o quarto já não estava mais lá
Eu estava em um outro lugar
Chão de taco bem encerado
Cama de casal Colcha de retalho artesanal na cama
E uma claridade enorme vindo de la
Acordei com falta de ar
Tive a sensação de ver algo saindo correndo do meu quarto
Soube que seria mais uma noite na qual não iria dormir mais...
Nota: Sonhei 4 vezes isso na mesma noite, na quinta vez eu decidi que não iria mais dormir.
Assinar:
Postagens (Atom)

